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Marketing / Comunicação / Vendas - 15 de abril de 2025

A influência das Tarifas de Trump no Mercado de Piscinas e Insumos

A política tarifária implementada durante a primeira administração Trump (2017-2021) e potencialmente renovada em seu segundo mandato iniciado em janeiro de 2025 teve como foco principal, a imposição de tarifas sobre uma ampla gama de produtos importados, principalmente da China. Tais ações, têm gerado repercussões significativas em diversos setores da economia, incluindo o mercado de piscinas e seus insumos. Este artigo analisa os impactos positivos e negativos destas tarifas sobre este segmento específico.
A guerra comercial entre os Estados Unidos e a China intensificou-se a partir de 2018, quando o então presidente Donald Trump anunciou tarifas adicionais sobre centenas de bilhões de dólares em produtos chineses. O objetivo era incentivar a produção interna, pressionar a China em relação a práticas comerciais consideradas desleais e proteger setores estratégicos da economia americana. No entanto, essas tarifas afetaram cadeias de suprimento complexas e globalizadas.

IMPACTOS NEGATIVOS
Aumento nos Custos de Matérias- Primas e Equipamentos
As tarifas sobre aço, alumínio e produtos químicos importados elevaram significativamente os custos dos componentes essenciais para a construção e manutenção de piscinas.
Bombas, filtros, escadas e sistemas de aquecimento que dependem de materiais importados sofreram aumentos de preço entre 15% e 25% em alguns mercados.

Elevação dos Preços ao Consumidor Final
O aumento nos custos de produção foi frequentemente repassado aos consumidores finais, tornando a aquisição e manutenção de piscinas mais cara. Este fenômeno afetou tanto piscinas residenciais quanto comerciais, com potencial redução na demanda em segmentos mais sensíveis a preço.

Interrupções na Cadeia de Suprimentos
A incerteza gerada pelas mudanças nas políticas comerciais provocou instabilidade nas cadeias de fornecimento global. Empresas do setor enfrentaram atrasos nas entregas e dificuldades para planejar estoques adequadamente, resultando em prazos mais longos para instalação e manutenção.

Retaliações Comerciais
Medidas compensatórias impostas por parceiros comerciais como resposta às tarifas americanas dificultaram a exportação de produtos de piscina fabricados nos EUA, limitando as oportunidades de crescimento internacional para fabricantes americanos.

IMPACTOS POSITIVOS
Estímulo à Produção Doméstica dos EUA
A proteção oferecida pelas tarifas incentivou o desenvolvimento
da indústria nacional de equipamentos e insumos para piscinas. Empresas americanas aumentaram investimentos em instalações produtivas locais, especialmente para componentes anteriormente importados. Para o Brasil, tal operação também pode ser positiva mercadologicamente, pois os produtos que eram destinados aos Estados Unidos, podem começar a ser direcionados para nosso mercado, reduzindo preços e ampliando a competitividade.

Crescimento do Emprego no Setor
O fortalecimento da produção doméstica contribuiu para a criação de empregos em fábricas americanas de equipamentos para piscinas. Houve aumento na contratação de pessoal especializado em manufatura de bombas, filtros e sistemas de tratamento de água.

Inovação e Desenvolvimento Tecnológico
A necessidade de competir em um ambiente com custos mais elevados estimulou inovações em eficiência produtiva e desenvolvimento de materiais alternativos. Empresas investiram em pesquisa para criar produtos mais eficientes energeticamente e com menor dependência de matérias-primas importadas. A escassez de produtos tradicionais pode abrir espaço para a entrada de startups com soluções inovadoras, como sistemas de tratamento alternativo de água (Ex: ozônio ou UV), dispositivos de automação fabricados localmente e novos materiais de revestimento.

Fortalecimento de Fabricantes Nacionais
Fabricantes americanos de equipamentos para piscinas ganharam participação de mercado em relação aos concorrentes estrangeiros, fortalecendo sua posição financeira e aumentando investimentos em infraestrutura e tecnologia.

Perspectivas para o Setor
A retomada das políticas tarifárias no segundo mandato de Trump provavelmente acentuará estas tendências. Empresas do setor que já se adaptaram à primeira onda de tarifas estão melhor posicionadas para enfrentar o novo cenário, mas novos ajustes serão necessários.
A indústria deverá continuar investindo em capacidade produtiva local e em tecnologias que reduzam a dependência de importações. Ao mesmo tempo, consumidores precisarão se preparar para um possível cenário de preços mais elevados para piscinas e seus insumos no curto e médio prazo.
O desafio para o setor será equilibrar os benefícios da produção nacional fortalecida com a necessidade de manter preços acessíveis para os consumidores, especialmente em um mercado frequentemente considerado não essencial e sensível a flutuações econômicas.
Torçamos para que o Brasil se movimente para ser beneficiado por essa “guerra tarifária” ou se continuará com a recorrente inércia dos últimos anos em nossas relações comerciais internacionais.

Tarso Gouveia
tem longa experiência na área da Saúde. É Administrador de Empresas com Pós Graduação em Gestão Empresarial. Superintendente Comercial da INACON Saúde e Diretor da UNIHOSP Saúde. Atua também em Consultorias Empresariais e Organizacionais. Ocupa o cargo de Vice Presidente da S.E. Palmeiras atuando junto aos Consulados em ações esportivas, educacionais e sociais por todo país.

 

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